Este é um daqueles grupos ou se gosta ou nem por isso. É um daqueles grupos que tem muito para falar ou nem se quer falar, que tem excelentes músicas, que eu gosto particularmente… que pode até deprimir, mas que continua a ser deliciosamente devorado, que se ouve ineterruptamente…é o que oiço agora.
BIOGRAFIA
Natural da Escócia, Thom Yorke cresceu em Oxford, para onde a sua família se mudou quando tinha 8 anos. É aí que dá os primeiros passos como músico quando algures em 1982, nos seus 14 anos, pediu a Colin Greenwood para se juntar a ele numa nova banda com Ed O’Brien. Thom e Colin estavam numa banda punk chamada TNT. Phil Selway, outro amigo da escola de Abingdom, tornou-se o baterista. O irmão de Colin, Jonny Greenwood, também quis entrar.
A banda fez a sua estreia em Oxford, uns anos mais tarde, em 1987. Chamavam-se, então, On A Friday, por tocarem sempre às sextas. A primeira demo foi feita em 1991. Algumas demos depois, assinam pela EMI. Com o tempo mudam o nome para Radiohead, título de uma música do álbum “True Stories” dos Talking Heads.
Em Março de 1992 era editado o EP Drill, mas atingiu uma fraca posição na tabela de singles do Reino Unido (#101). A Paul Kolderie e Sean Slade, os produtores, e à banda, desagradavam-lhes os temas que a Parlophone tinha escolhido. E diz Paul Kolderie: “e uma vez nos ensaios chegaram com uma canção que julguei que tivessem escrito. quando acabaram, Thom murmurou algo como: ‘essa é a nossa música Scott Walker’… mas pensei que tivesse dito: ‘essa é uma música do Scott Walker’. Agora, eu estava bastante familiarizado com o Scott Walker, mas bem, existem vários álbuns e podia ter-me escapado alguma coisa! Quando saímos dos ensaios nessa noite o Sean disse:’É uma pena que a melhor música deles seja uma cover’…”.
Essa música era Creep. Afirma-se que a banda não era grande entusiasta de Creep. Aliás, os ruídos esmagadores que Jonny faz com a guitarra são uma tentativa de arruinar o tema. Em setembro de 1992 é editado Creep, passando a leste das atenções.
O álbum Pablo Honey foi acabado em 3 semanas. Um ano depois de Creep, com o álbum de estreia editado com sucesso nos circuitos “alternativos” dos dois lados do Atlântico, o mesmo Creep garante ao grupo o seu primeiro momento de mega-exposição. E fica inscrito na história da música de 90.
O ano de 1994 leva o grupo aos palcos dos principais festivais de Verão e, pouco depois, a uma segunda digressão britânica. A fechar o ano lançam o EP My Iron Lung.
Sinais de mudança chegam, na Primavera de 95, ao som de High & Dry, o single que anuncia a chegada de The Bends, notória evolução no discuro musical dos Radiohead. John Leckie produziu o disco. Sem esmagar o mercado, The Bends garantiu uma quse unânimidade de aplausos e cimenta o estatuto de referência de que o grupo goza. Um óasis de personalidade em tempos de domínio brit-pop.
Operações de benificiência como o álbum Help! (para o War Child) e a participação nos Tibetan Freedom Concerts ocuparam parte do tempo antes da gravação de OK Computer.
OK Computer era então editado em Junho de 1997 perante elogios superlativos chegando, inclusivé, a receber um Grammy para “Melhor Álbum Alternativo”. Seguiu-se a “Against Demons World Tour”. Grant Gee, director do vídeo No Surprises, acompanhou a banda na digressão e filmou a sua vida agitada de novas rock stars, o que resultou no documentário Meeting People Is Easy.
Após algumas aparições como no “Amnesty International Concert” em Paris, a banda regressa ao estúdio para as gravações de Kid A. Mas o contacto com os fãs mantém-se. Realizam-se 3 webcasts e Ed escreve um diário online durante as sessões de gravação.
Kid A é editado a 2 de Junho de 2000. Não houve nenhum suporte promocional. Videoclips, sessões fotográficas, nada. Mas o álbum alcançou um relativo sucesso comercial, atingindo um nº 1 nos EUA e recebendo mais um Grammy.
Amnesiac é editado a 4 de Junho de 2001, contendo material das sessões de gravação de Kid A. O tema que encerra o disco, Life In A Glasshouse, inclui uma participação do trompetista jazz Humphrey Lyttleton. Pyramid Song e Knives Out são editados como singles, mercando o regresso da banda aos circuitos comerciais. Amnesiac vende ainda mais cópias que Kid A.
Segue-se uma digressão pela Europa, América do Norte e Japão. As gravações ao vivo desta digressão são compiladas num EP de 8 faixas intitulado I Might Be Wrong – Live Recordings. Este EP inclui temas dos álbuns Kid A e Amnesiac, contendo uma versão brilhante do tema Like Spinning Plates. A estes acrescenta-se um inédito, nunca antes editado – True Love Waits, em versão acústica.
Em Julho de 2002 os Radiohead voltam para o estúdio, acompanhados de Nigel Godrich, para preparar o sucessor de “Amnesiac”. De fins de Julho a princípios de Agosto fazem uma pausa para fazer uma mini-digressão pela Península Ibérica: 5 concertos em Portugal, 6 em Espanha. Os bilhetes esgotam-se num ápice, o que prova a grande devoção do povo ibérico. São apresentados inúmeros temas novos e a aceitação é positiva.
Hail To The Thief foi lançado em de Junho de 2003. Por muitos foi considerado por um dos melhores albuns do ano, facto que tem acontecido em termos internacionais com relativa frequência. O album que fecha a triologia do Kid A e Amesiac.
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