Vem fora de tempo, até porque era exactamente depois deste concerto que ia alojar o blog noutro espaço, mas tenho que registar o “meu concerto dos Coldplay”.
A compra dos bilhetes foi muito antecipada, arriscando mesmo em ter sido um dos muitos primeiros a comprar o bilhete, isso graças ao esforço do meu amigo HNS.
Depois foi compra dos bilhetes de comboio para Lisboa – Oriente e aí foi a sensação de quase certa a minha presença.
E a seguir foi a viagem, em que o comboio se atrasou cerca de meia hora, uma chegada com um jantar delicioso e fulminante e uma corrida até ao Pavilhão Utopia (é assim que gosto de o apelidar, aliás para mim terá sempre esse nome), a entrada rápida no recinto e a espera até o concerto começar. Quando ali estava sentado à espera da música surgir é que tive a confirmação, estava lá.
Um facto curioso foi a de um casal que estava à minha frente. Ele tinha levado os jornais do dia para ler e ela estava a ler descansadamente um livro. Em suma a fazer tempo para o concerto. Desconcertante.
Os primeiros foram os Goldfrapp, e nos inícios ainda houve uma discussão e apostas, para ver quem acertava a nacionalidade da banda, e uma tentativa para saber o que efectivamente queria dizer o nome. A coisa ficou mais ou menos esclarecida, mas não convencida!
Mas falando no concerto dos Goldfrapp. A banda, que já conhecia, principalmente o álbum deste ano, estava um pouco deslocado, isto porque é uma banda de espaços mais pequenos, onde o ambiente é mais intimista e mais próximo do público. Mesmo assim aquecerem bem os presentes, que notoriamente aguardavam a banda seguinte. A deambulação pelo pavilhão era reflexo disso mesmo. Seja como for, nunca tinha visto a banda ao vivo e devo de referir que gostei muito, quer em termos da música quer em termos do espectáculo visual.
Depois veio o intervalo, e a espera.
Ao longe, no palco, viam-se movimentações, que não ilucidavam do que se ia passar. Mas tentava-se adivinhar.
E eis que chegam, os Coldplay. O público vibrou intensamente, como o desfecho de uma espera que se tornava demasiado pesada. Os primeiros acordes e lá em baixo a visão era fantástica. A luz que emanava dos míticos esqueiros, surgia agora dos pequenos ecrãs dos telemóveis e das máquinas fotográficas. Milhares, arrisco, milhares!
No início, logo no início, a banda custou a pegar, mas pegou e levou com ela, todas as pessoas que estavam a assistir e em uníssono cantaram e cantaram, e bateram palmas, e gritaram e chamaram por mais música. Mesmo com um engano pelo meio, e por um fuck!, bem tirado, as pessoas não arredavam pé, mas no fim, e depois de muito chamarem eles pisaram o palco, cantaram e num momento de artista foram e não regressaram.
Algumas pessoas, onde me incluo, ficaram mesmo assim com uma réstea de esperança que regressassem, mas quando as luzes do palco se acenderam e a azáfama dos “arrumadores” surgiu, viraram costas e sairam ao encontro do frio da noite.
Resta agora a lembrança do concerto, adorado por muitos, e pela crítica considerado como um bom concerto mas não extraordinário. Gostos, aqui devemos falar de gostos.
O jogo da luz, imagem e som estava bem conseguido, o público aderiu e a banda…essa não sei se gostou, mas pelo menos estavam com vontade de transformar este como um dos concertos de referência da digressão. Penso que iremos confirmar isso quando for lançado o novo DVD, e se lá pelo meio encontrarmos imalgens do concerto então é porque consideraram digno de registo.
Eu gostei, muito.
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