Rádio

Hoje andei à procura de um assunto específico na internet, Rádio Comunitário. Deu para perceber que a legislação portuguesa não fala nada nesse sentido ao contrário da legislação brasileira que é bastante específica. Para além da legislação existente no Brasil descobri também que o Rádio Comunitário é prática comum e serve como forma de divulgação, educação, gestão, informação, cultura e demais usos em prol do interesse comum de uma comunidade ou região. Também em Timor essa prática é explorada assim como, de forma ampla, em África. Há inclusivamente uma Organização Não Governamental Internacional (ONGI), sem fins lucrativos, a Associação Mundial de Radiodifusores Comunitárias – AMARC, dedicada exclusivamente a defender esta forma de democracia.

Na minha busca fui ter a diversas páginas e foi uma delas que me chamou à atenção, especificamente. A página tinha uma série de opiniões sobre a importância que a Rádio tinha para as pessoas, mas eis o meu espanto, e foi esta parte que me chamou à atenção, que as pessoas não valorizavam o Rádio e muitas delas simplesmente não tinham ouvido Rádio no último ano, e alguns apontavam a causa à nova onda dos novos leitores de mp3.

Ora, eu estou no lado oposto da questão. Desde muito novo que ouvia Rádio, delirava a ouvir Rádio e a imaginar de onde vinham aquelas vozes e aquela música. Ouvia de manhã  e à noite gostava de encontrar estações onde se ouvia uma língua esquisita, que mais tarde percebi que era árabe (!).

Hoje é comum adormecer a ouvir Rádio e sempre que me levanto já não resisto a sintonizar a Antena 3 e ouvir as Manhãs da 3. Vou e venho do  trabalho a ouvir Rádio. É normal para mim. A Rádio é bastante presente e de certa forma é importante para mim pois gosto bastante e faz parte do meu dia a dia. Aliás numa escolha de telemóvel ou leitor de mp3 o factor rádio é sem dúvida preferencial.

Foi portanto uma surpresa para mim.

Viva a Rádio, viva, urra, urra (!).

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