este é um daqueles álbuns que por uma música quase que se adivinha que se gosta de tudo o resto. talvez a capa seja um pouco minimalista, mas o recheio é tudo menos monótono. não se pode deixar passar muito tempo sem, por qualquer forma, se conseguir “experimentar”, esta descoberta, que vai estar em escuta no Primavera Sound, no Porto, no próximo dia 08 de Junho (sexta-feira).
o duo americano cria ambientes cálidos, quase fantasiosos, num convite a uma paragem brusca num descampado, com um estender de uma manta e a ficar-se deitado no chão a olhar para o céu e sonhar. sonhar até mesmo acordado, que esses são os sonhos mais difíceis, pois os outros quando estamos a dormir aparecem naturalmente, e quase sempre não nos lembramos deles.
a banda deu uma pequena entrevista ao Blitz, deste mês, onde é possível ter uma pequena ideia do que este duo já fez, e que já foi muito.
não me espanta por isso que marquem de forma bastante vincada o cenário musical de 2012 e que este álbum perdure durante uns longos anos, ali sempre alinhado para ser ouvido e profundamente absorvido.
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