penso que um dos grandes desafios para as bandas emergentes é, sempre, agradarem ao público (verdadeira massa crítica), com o seu trabalho de lançamento. esse reconhecimento é tanto mais válido quando é edição de autor e será sempre uma maior responsabilidade se existir o apoio de uma grande editora, aqui nesta última, normalmente existe sempre muito em jogo.
passado esse primeiro impacto e sendo a experiência positiva fica sempre uma expectativa de como será o próximo trabalho: suficientemente bom para manter o banda no centro das atenção ou confirmar os mais primitivos receios.
e é neste seguimento, de sucesso, que os The xx, confirmam que não são apenas uma eventual promessa, são uma certeza.
este “coexist”, consegue ultrapassar essas especulações e afirma-se como um álbum que apesar de dar seguimento ao primeiro, traz novas abordagens, mais ligadas uma cena de house e a uma postura de qualquer coisa de dança, mas sempre intimista e algo difusa.
as entrevistas que a Romy Madley Croft deu ao Ípsilon (Público), à Actual (Expresso) e Blitz são todas na mesma linha: um acreditar no trabalho apresentado e o explorar de uma linguagem de simplicidade e de universalidade que são sempre fáceis de transmitir e de criar referências.
se tudo fosse assim fácil, sem grandes artificialismos seria tudo mais interessante.
+ The xx
Comentários
Enviar um comentário