Dario Marianelli - Jane Eyre

durante muito tempo tentei sempre escrever sem ter que voltar a apagar para reescrever. considerava isso uma falha, uma falta de capacidade de ter as palavras certas para dizer o que queria e como queria. aconteceu-me a mesmíssima coisa, quando comecei a escrever este post. queria encontrar o rasto certo das coisas, queria transformar o texto numa pequena obra de arte que eu pudesse ter orgulho, quando passado algum tempo o voltasse a ler.

mas percebo que, para traduzir em palavras os sentimentos demonstrados pela música é quase sempre um erro. o sentimento é algo de pessoal e intransmissível e fico quase sempre ao largo quando o tento fazer.

daí querer aprofundar de forma, quiçá, filosófica este “Jane Eyre”, é um exercício tentador, pois a intensidade e soturnidade impressa por Dario Marianelli, é tão forte e intensa que dá vontade de ir para um ermo e deixar que o sol e a luz tenham os seus ciclos de forma infinita, ininterruptível e depois deixar que nada volte ao normal.

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